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Ataque cibernético ao STJ põe em risco documentos sigilosos

Ataque cibernético ao STJ põe em risco documentos sigilosos

No dia 03 de novembro, o Superior Tribunal de Justiça – STJ sofreu um ataque cibernético que bloqueou e-mails e processos de toda corte. 

De acordo com a área de TI do STJ, o ataque cibernético foi de um ransomware, software malicioso que “sequestra” o sistema, o qual foi invadido, fazendo a liberação apenas mediante o pagamento de resgate. 

O ataque foi considerado muito grave pelos ministros da corte, pois bloqueou o acesso de todos os documentos do Tribunal, impossibilitando o andamento e o julgamento de vários processos que tramitam nessa instância. As sessões virtuais marcadas foram suspensas até a retomada das atividades. 

 

Como foi o ataque ao STJ?

O vírus invadiu o sistema do STJ no 03/11 e obrigou os profissionais de TI a retirarem do ar os sistemas do Tribunal. Conforme informações do STJ, o ataque cibernético criptografou dados num comportamento similar ao do ransomware. 

Segundo o site especializado em segurança cibernética, Bleeping Computer, o malware responsável por sequestrar os arquivos é o RansomExx, versão atualizada no ransomware que invadiu o Departamento de Trânsito do Texas, nos Estados Unidos, em junho de 2020. Ao que tudo indica, os hackers solicitaram pagamento para liberar as informações do STJ.

 

Consequências do ataque ao STJ

Por conta do incidente, o órgão funcionou apenas em regime de plantão, interrompendo diversos julgamentos, que ocorriam por videoconferência desde abril desse ano, em decorrência da pandemia do Covid-19. 

Estima-se que há aproximadamente 300 mil processos que tramitam na corte. Não se pode determinar ainda a extensão dos danos após o ataque cibernético. Mas, o STJ preocupa-se que ocorra um vazamento em massa de dados, uma vez que há um grande risco dos cibercriminosos terem conseguido fazer download de documentos, e-mails, processos, contratos administrativos dos servidores do tribunal. 

De acordo com especialistas, o ataque cibernético ao STJ é considerado um dos incidentes mais graves do setor público brasileiro e está sob investigação sigilosa da Polícia Federal, com apoio do Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro.

Estipula-se que o ataque afetou cerca de 12 mil processos no STJ afetou outros órgãos como Ministério da Saúde e o Governo do Distrito Federal.

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