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Engenharia Social – a armadilha dos Hackers

Se você conhece um pouco sobre segurança de rede e sobre os principais tipos de ataques cibernéticos executados pelos hackers na atualidade, você já deve ter ouvido falar em engenharia social. Essa técnica de “espionagem” é muito utilizada pelos cibercriminosos para invadir sistemas e roubar informações privadas em múltiplos tipos de ataques.

De forma simplificada, a Engenharia social consiste em uma estratégia de manipulação, que através de armadilhas construídas com base em dados e no perfil do usuário, ajuda o cibercriminosos a obter informações de forma indevida. Diferentemente dos programas e softwares que são utilizados para descobrir senhas e derrubar diversas camadas de proteção, esse método busca induzir o usuário ao erro, fazendo com que ele forneça informações pessoais ou até mesmo “abra uma porta” para uma invasão.

Esse processo acontece através de algumas etapas:

Preparo: nessa fase, o criminoso reúne informações gerais sobre o grupo ou alvo do ataque;
Infiltração: a construção de confiança pode ser feita através de um relacionamento ou artifício (site falso, e-mails com links maliciosos, números de telefone clonados, etc.);
Exploração: uma vez plantada a armadilha, o cibercriminosos extrai os dados e informações, ou invade o sistema (muito comum em empresas em organizações);
Dispersão: feito o ataque, fica quase impossível rastrear ou identificar a origem.

A engenharia social representa uma grande ameaça para os usuários e empresas, pois ela permite que a invasão ou roubo de dados aconteça de forma quase imperceptível. Seja por conta de um e-mail falso de instituição bancária, ou por um link malicioso, o hacker consegue criar um ponto de vulnerabilidade.

Dentre as principais formas de aplicação de engenharia social, podemos mencionar:

Phishing: esse é o método mais comum, onde os cibercriminosos utilizam e-mails falsos para “pescar” suas vítimas. Criando uma narrativa bem eficiente que seja compatível com o perfil da sua vítima, o hacker planta um link falso e leva o usuário a realizar o download de um arquivo malicioso, geralmente o malware.

Spear phishing: semelhante ao método anterior, o spear phishing é uma técnica de engenharia social voltada para grandes empresas e instituições. Os cibercriminosos utilizam armadilhas mais específicas, como clientes, bancos ou fornecedores que sejam familiares ao alvo. Muitas vezes, o e-mail pode até ser direcionado a um departamento específico.

Baiting: essa tática era mais comum antigamente, pois envolve a utilização de uma mídia física para plantar um software malicioso. Com o aumento das mídias digitais e da nuvem, esse tipo de ferramenta de invasão está cada vez menos comum.

Pretexting: significando literalmente “pretexto”, através desse método o hacker faz com que o alvo forneça informações através de uma suposta relação ou contato profissional.

Com tantas formas de invadir sistemas e desviar informações importantes, é muito importante que a empresa conte com uma estratégia de segurança de redes que seja eficiente e otimizada para os mecanismos mais utilizados pelos criminosos. Dessa forma, é possível garantir a integridade das informações confidenciais da empresa e evitar os grandes prejuízos que são causados pelos criminosos virtuais.

A segurança digital deixou de ser apenas um aspecto da gestão de uma empresa, para se tornar imprescindível para um negócio.